terça-feira, maio 27, 2008

Não deixem de cantar a nossa língua!

O Festival da Canção Mirandesa morreu. É esta a conclusão que se pode retirar do regulamento publicado no sítio da Câmara Municipal de Miranda do Douro.
Segundo este regulamento o Festival decorrerá no dia 12 de Julho, integrado nas comemorações do dia da cidade, e poder-se-ão apresentar a concurso concorrentes com uma ou mais composições musicais inéditas com tema livre e opcionalmente redigidas em Língua Mirandesa.
Todos nós sabemos que a língua mirandesa passa por momentos difíceis, por isso consideramos esta opção, como mais um recuo na defesa da nossa língua. Os mirandeses jamais podem aceitar que na sua própria terra a sua língua materna seja vista como opcional. O estado da nossa língua só poderá evoluir positivamente se quem nos governa, nos obrigar a utilizar a língua mirandesa no nosso quotidiano. Por isso defendemos que o Festival da Canção Mirandesa não morra, defendemos que apenas se possam apresentar a concurso composições em língua mirandesa.
Por tais factos, o Agarra-me estes Palos apela a todos os mirandeses que não apresentem composições em português. Mirandeses apresentem apenas a concurso composições na nossa língua, a lhéngua mirandesa.
Nota: Quem me dera ter tido uma disciplina de língua e cultura mirandesa obrigatória nas escolas por onde passei, para agora vos puder escrever este blogue na língua de todos nós, a lingua mirandesa. Mas prometo-vos que ainda vão ver o Agarra-me estes Palos totalmente escrito em língua mirandesa.
Agarra-me estes Palos,
pela língua mirandesa!

domingo, maio 25, 2008

25 de Maio - Dia Nacional do Folclore


Porque sem folclore se perdem as raízes dos povos...
Agarra-me estes Palos!

segunda-feira, maio 19, 2008

Chegou a Biquipédia...

Senhoras e Senhoras é com todo o orgulho que o "Agarra-me estes Palos" dá as boas vindas a uma das filhas mais promissoras da Terra de Miranda. De seu verdadeiro nome Biquipédia, Biqui para os futuros amigos, apareceu nos últimos dias deslumbrante em http://incubator.wikimedia.org/wiki/Wp/mwl.
Esta menina, filha da família Wikipédia, passa ainda por momentos de grande sufoco. Vítima de um parto difícil, nasceu prematura e por isso necessitou de ser colocada na incubadora da família, até que a situação se resolva. Para que a mesma saia da incubadora, o mais rapidamente possível, todos podemos dar uma ajuda, bastando para tal fazer doacções de textos em mirandês para esta nova filha da terra. Quanto mais rápido ela crescer, mais rápido ela sairá da incubadora e dará a conhecer ao mundo toda a nossa cultura.
Contamos contigo!
Ajuda a Wikipédia Mirandesa!
Viva a BIQUIPÉDIA!

PNDI não cumpriu os objectivos.

Foi oficialmente criado a 11 de Maio de 1998, o PNDI - Parque Natural do Douro Internacional. O PNDI abrange toda a área fronteiriça do rio Douro, numa área de 85.150 hectares e engloba os concelhos de Miranda do Douro, Mogadouro, Freixo de Espada-à-Cinta e Figueira de Castelo Rodrigo.
A quando da sua criação, os principais objectivos a atingir seriam a protecção da "avifauna selvagem" e a "adaptação de medidas que permitissem a valorização das suas carateristicas mais relevantes, dos pontos de vista natural, paisagístico, sócio-económico e cultural", mas desde então, o PNDI não tem sido capaz de se afirmar de forma relevante na região.
Ao início, as gentes da terra afirmavam que o parque apenas lhe provocava constrangimentos, não lhes deixava construir o que necessitavam, não lhes deixavam cortar as árvores que queriam. Enfim, ao início, talvez por falta de informação ou por falta de uma educação ambiental capaz, as nossas gentes viravam as costas ao parque. Com o tempo, uma nova mentalidade foi-se instalando, houve uma leve aproximação entre as estruturas do parque e as pessoas. Mas foi uma evolução muito pouco significativa.
Apesar de todos os esforços encetados, passados dez anos muitas críticas se levantam. Por exemplo, o ex-director do PNDI admitiu, em declarações ao Semanário Transmontano, que os objectivos que levaram à criação do parque não foram alcançados. Segundo, Domingos Amaro, a recente reestruturação orgânica do ICNB “está completamente errada e é irracional” porque “a gestão dos parques deixou de estar aqui e as decisões têm de ser tomadas na hora e no local”.
Por outro lado, os presidentes de câmara vem a terreiro queixar-se que o parque não trouxe "novas valias para a região". Por exemplo, Manuel Rodrigo, presidente da Câmara Municipal de Miranda do Douro, afirmou em declarações ao JN que o parque, em determinadas situações, se torna num empecilho para o desenvolvimento local e que os tão prometidos benefícios económicos nunca chegaram. Por fim, afirmou só se lembrar do PNDI quando tem de assinar algum documento para o parque autorizar a câmara a fazer obras ou alterações naquela área.
Tais declarações, deixam evidente que o parque ainda tem muito para fazer. A mentalidade dos nossos autarcas ainda tem porventura que evoluir, pois jamais se pode considerar um instrumento ímpar de defesa ambiental da nossa região, um empecilho. Ver o parque somente pelo lado económico é ter uma visão muito restrita da realidade. Mas, por outro lado, o parque têm que se organizar de forma a demonstar às pessoas que constituem o parque o trabalho realizado, porque quando se pede sacrifícios às pessoas, estas têm o direito de saber os benefícios que daí advieram. Ambas as partes, autarquias, sociedade civil e PNDI, devem corrigir actos, práticas, atitudes e acima de tudo erros do passado.
Concluindo e pese embora todas as críticas, analisando esta situação com imparcialidade, podemos afirmar que o parque teve, nestes últimos dez anos, uma enorme importância no que respeita à protecção ambiental da nossa região. Graças à sua estrutura, toda a nossa região se começou a preservar. Muitas foram as intervenções, alguns os projectos, mas note-se ao final de contas que faltou um maior contacto entre as gentes do parque, o verdadeiro parque, e o parque institucionalizado. Não se trabalhou a todo o vapor, nem se soube trabalhar em conjunto. A orquestra formada por todos os agentes do PNDI, não conseguiu tocar a mesma canção...
Agora, passados 10 anos, é altura de o PNDI ser um agente de desenvolvimento do concelho de Miranda e de toda a região por ele afecta... Não há mais espaço para desculpas, nem para erros...
Mãos à obra!...

quarta-feira, maio 14, 2008

IC5 até aos "nuestros hermanos"?

Circulavam nos últimos meses pela internet, diversos boatos que faziam adivinhar que o ic5 poderia ter uma possível ligação a Espanha. Tal possibilidade, confirmou-se com as declarações de Manuel Rodrigo à RBA, no passado dia 13. Segundo o edil, o secretário de Estado da Obras Públicas, solicitou-o para o manter informado em relação "as diligencias em matérias de acessibilidades transfronteiriças, no sentido de ser estudada a melhor solução para uma eventual ligação com Espanha”.
Sobre a mesa poderá ser posta a possibilidade do prolongamento do IC-5 até Ifanes, no concelho de Miranda do Douro, com passagem por Moveros (Espanha) e consequente ligação à N122 que liga Bragança a Zamora.
Tudo indica que de modo a analisar esta pretensão poderá vir a ser criada uma comissão técnica luso-espanhola que será apresentada numa futura cimeira ibérica.
Fonte:RBA

sexta-feira, maio 09, 2008

Pauliteiros
de
Miranda do Douro...AO VIVO
dia 10 de Maio,
em Ribeira de Fráguas.

terça-feira, maio 06, 2008

Nós por cá: Circo à porta da UTAD.

Uma tenda de circo foi instalada no parque de estacionamento do Pólo da UTAD de Miranda do Douro. Este parque fica localizado entre as instalações do Centro de Saúde e as do Pólo, a escassos metros das salas de aula do mesmo.
Alguns dos alunos do pólo mostraram-se já indignados com esta situação. Jorge Pereira, representante dos alunos do pólo da UTAD, em declarações à RBA considerou “um atentado à dignidade e uma falta de respeito por quem ainda continua a lutar contra o anunciado encerramento do pólo.”
Palavras para quê? O descanso dos nossos doentes e o sossêgo em redor de um pólo universitário, em risco de fechar, não teriam sido motivo bastante para a nossa autarquia não ter dado a autorização para a montagem da tenda neste local?

domingo, maio 04, 2008

O que aí vem...

Miranda do Douro viveu estes últimos 10 anos agarrada a um falso desenvolvimento gerado pelo Pólo da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. E agora o que nos espera? O que nos ditará o futuro...
Miranda ontem tinha uma universidade que permitiu o crescimento da cidade, tanto a nível populacional como económico e cultural. Com o tempo, o pólo tornou-se uma fonte de riqueza ímpar. Estimulou a construção, por vezes desenfriada e sem respeitar qualquer tipo de PDM (Plano Director Municipal), mas centenas de novas habitações foram construídas, centenas de pessoas fixaram-se temporariamente na nossa terra. A cidade ganhou vida, saiu da rotina das cidades esquecidas do interior.
O comércio recebeu um pequeno novo folgo com a abertura do pólo. Alguns estabelecimentos do comércio tradicional revitalizaram-se e acompanharam a chama do desenvolvimento. Novos estabelecimentos de diversão noctura foram abertos. Vários negócios ganharam finalmente vida.
Ao nível cultural, importantes conferências, encontros e pesquisas tiveram como organizadores, membros do pólo. O intercâmbio cultural, com as gentes do pólo permitiu ao próprios mirandeses um crescimento sociocultural enorme. A UTAD foi, indubitavelmente, um dos principais motores de desenvolvimento cultural desta terra, na última década.
Mas, enquanto tudo isto acontecia, muito ficou por fazer. A cidade perdeu o rumo do desenvolvimento sustentável. Perdeu-se a revitalização da população, perderam-se novas riquezas e perdeu-se nova cultura.
O desenvolvimento efectuado não foi minimamente eficaz. E todos nós mirandeses temos uma grande quota de culpa. Exluindo do nosso dia-à-dia o pólo universitário, a população realmente decresceu. Os serviços diponibilizados à mesma também decresceram. O turismo cresceu, mas a oferta que o pode alimentar cresceu pouco. O comércio cresceu muito menos do que se poderia esperar. Esquecemos a indústria. E, acima de todas as causas anteriormente referidas, não criamos novos empregos capazes de fixar o futuro da nossa terra, os jovens. Enfim, lutamos pouco...
Mas sejamos o símbolo do positivismo. Sejamos o símbolo de uma comunidade participativa.
Mais vale tarde do que nunca... Por isso, nós mirandeses, não pudemos deixar que o despertar de amanhã seja igual ao da manhã de à umas décadas atrás. Olhar pela janela e apenas ver o sr. Zé e a dona Maria, os vizinhos de sempre... Somos os actores da nossa terra. Sobre ela devemos actuar e a mesma ajudar a recriar.
Pensemos Miranda.
Vivamos Miranda.
Sem o Pólo...
Construamos uma nova Miranda!
Agarra-me estes Palos!