Castelo, Muralhas, Sé Catedral, Museu, Aqueduto. Estes são os nomes pelos quais são conhecidos os mais "esquecidos" monumentos da cidade de Miranda. Vetados ao abandono por Lisboa, arrastam-se pelos caminhos da degração e do esquecimento. E com eles se apagam marcas da nossa cultura, da nossa história, das nossas gentes. Com eles se apagam estórias de portugal.Cada dia que passa cai mais uma pedra do castelo de Miranda do Douro. A Cãmara municipal teve já que tomar algumas medidas para evitar acidentes, tal como vedar a entrada do castelo. Entretanto, a autarquia aguarda pela assinatura de um protocolo para consolidar os panos do castelo de Miranda, no entanto só será assinado caso o Ministério da Cultura encontre mecenas para realizar essa reparação. Enquanto isso o castelo e as Muralhas de Miranda do Douro continuam a degradar-se todos os dias. Por favor salvem o castelo!
Na Sé Catedral o Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR) iniciará obras de requalificação do exterior no valor de 32 mil euros. Obras que a autarquia classificou já como “insignificantes”, visto que em várias zonas do interior a degradação é notória. Por favor salvem a sé!
O Museu das Terras de Miranda depois das derrocadas sofreu uma pequena intervenção, mas a tão prometida e parece que esquecida futura intervenção de fundo não dá mais sinais de avançar. Por favor salvem o Museu!
Por fim, o Aqueduto. O monumento mais esquecido de Terras de Miranda. Sucessivas juntas de freguesia, sucessivas câmaras, sucessivos governos. Todos eles se esqueceram de um dos mais importantes monumentos do género no norte do país. Esquecido, escondido, destruído pelos próprios mirandeses e não só o Aqueduto espera pelo seu D. Sebastião. Por favor salvem o Aqueduto!
O presidente da Câmara Municipal, Manuel Rodrigo revelou em entrevista à RBA que aguarda a visita da ministra da cultura para a alertar para os problemas que estão a degradar o património da catedral, bem como apresentar o problema do lento desmoronamento do castelo.
Sr. Presidente da Cãmara não se esqueça, de igual modo, da situação do museu e arranje-se finalmente uma alternativa para o futuro da zona onde se encontra enquadrado o Aqueduto mais esquecido de todo o território lusitano.
Agarra-me estes Palos!
Monumentos mirandeses
vetados ao esquecimento!
NÃO!